Prólogo — Earth 2006: The End of Infinity
Passaram-se cem anos desde o fim da Terra One.
O universo, antes consumido pelo caos, agora repousa sob a tutela de Yahweh, o Colisor.As galáxias giram em silêncio absoluto.
O brilho das estrelas não é mais interrompido por explosões ou naves de guerra.
É uma era de paz silenciosa.
Uma paz tão profunda que cada constelação parece prender a respiração...
O passado, o presente e o futuro existem para ele como um único instante contínuo.
Sua vontade molda o tecido do espaço.
Não por imposição violenta, mas por uma presença tão absoluta que a realidade simplesmente se ajusta.
Trilhas que não podem ser vistas, apenas sentidas.
Ele observa o nascimento das estrelas…
…e o repouso silencioso dos mundos que já cumpriram seu ciclo.
Um equilíbrio sustentado não por leis, mas por sua presença imensa e onipresente.
A força que cura, cresce e conecta toda existência.
O fogo que destrói para renovar, que consome para recriar.
A loucura primordial, a ruptura da ordem, o abismo que observa de volta.
A essência que subjuga, domina e corrói a vontade.
Cada uma essencial. Cada uma perigosa.
Mas, nas sombras do poder, a ambição começou a crescer.
O Rei Tradrax, soberano do reino de Tratom, não esqueceu.
Nem o tempo, nem a paz imposta por Yahweh foram capazes de apagar o ódio que atravessou séculos.
As derrotas nos Jogos Olímpicos Interestelares da Terra 2006 ainda ecoavam em sua mente.
Humilhações públicas. Riso dos outros reinos. Um império obrigado a se curvar diante do equilíbrio.
Sentado em seu trono frio, Tradrax nutria uma inveja corrosiva.
Não apenas da vitória — mas da paz absoluta que Yahweh mantinha sobre todas as coisas.
Ele desejava o domínio.
Não para governar…
mas para controlar.
Tradrax sabia que não poderia agir sozinho.
Nas crônicas esquecidas do universo, ele encontrou uma lenda proibida.
Relatos antigos sugeriam que Yahweh não havia surgido do nada.
Foi então que Tradrax selou um pacto sombrio.
Um acordo silencioso com Polizym, rei de Raidem.
O reino da Natureza — origem da vida, da cura e do equilíbrio.
Eles acreditavam que, ao ferir a criação…
…forçariam o Criador a se revelar.
Mas havia algo que Tradrax e Polizym ignoravam.
No coração oculto da Natureza, protegida pelos anciãos de vestes azuis,
existia um segredo que não estava registrado nas crônicas do universo.
Seu nome era Wonzim.
Para os povos da floresta, ela não era apenas uma guardiã.
Era considerada a própria Deusa da Pureza.
Os anciãos a chamavam de anjo caído.
Não por pecado…
Mas por amor.
Ela caminhava entre os animais como se fosse parte deles.
Entre os povos, como se fosse irmã.
Entre os doentes, como se fosse cura.
Onde wozim passava, a dor diminuía.
Onde ela sorria, a esperança florescia.
E foi exatamente isso que selou o destino da floresta.
🔚 FIM DO PRÓLOGO — PARTE 1
⏭️ Continuar — Prólogo Parte 2 (em produção)
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